quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A invasão dos champignons

Se tem algo que gosto, é de jantar em restaurantes. Se for especializado em frutos do mar, melhor. Então, para começar bem 2010, fui jantar com a namorada em um destes restaurantes do litoral já no dia primeiro. Mal olhei ao cardápio e escolhi strogonoff de camarão. Ela escolheu o mesmo.

Restaurante cheio e o pessoal do atendimento correndo de um lado para o outro, obviamente tentando se ajustar ao novo volume de clientes – típico deste período. Esta bagunça toda, logicamente, poderia gerar erros. Afinal, o serviço saiu do seu padrão. E não deu outra: outras mesas reclamavam da demora dos seus pratos e pedidos vinham errados. Ok! Estamos de férias, ninguém tem pressa...

Então chegaram os pratos. Olhei ao meu e eles estavam lá: os terríveis champignons. Esqueci que, em determinados lugares elas fazem parte do prato. Ok, isso não é motivo para alarde. Cuidadosamente, encontrei e separei cada um dos champignons. Camarão para um lado, champignons para o outro. Que susto!

No total, era 17 champignons grandes e 7 camarões pequenos! Não era um strogonoff de camarão com champignon, mas um strogonoff de champignon com camarão! Se nunca tivesse feito esta separação, não teria notado. Chamei o gerente, enquanto fotografava o prato para o blog (optei por não postar as fotos, por conter logo do restaurante – não é o intuito do blog).

Ao chegar, argumentou que o prato era assim mesmo, que nada poderia fazer. Completou que, pratos com camarões normalmente contam com pequenas porções deles. Então disse a ele que tudo bem, mas pedi espaço para fotografar o prato com maior luminosidade. Foi apenas isso para que um outro prato fosse levado à mesa (sem camarões).

Que loucura. O litoral de São Paulo vive em função do turismo, mas em muitos lugares ainda não se trata o turista da maneira que deveria. No meu caso, não vejo problema no prato, pois cada restaurante serve o que achar que deve, e o consumidor volta se quiser.

O problema é a resposta do gerente, e a sua falta de tato. Quando o chamei para apresentar o problema, estava, além de alertando algo que não concordo, dando a chance de melhorar o serviço e assim ganhar o cliente de volta. Perdeu um cliente, mas ganhou um post.

::: joao.riva@pensandoopdv.com.br

A invasão dos champignons

Se tem algo que gosto, é de jantar em restaurantes. Se for especializado em frutos do mar, melhor. Então, para começar bem 2010, fui jantar com a namorada em um destes restaurantes do litoral já no dia primeiro. Mal olhei ao cardápio e escolhi strogonoff de camarão. Ela escolheu o mesmo.

Restaurante cheio e o pessoal do atendimento correndo de um lado para o outro, obviamente tentando se ajustar ao novo volume de clientes – típico deste período. Esta bagunça toda, logicamente, poderia gerar erros. Afinal, o serviço saiu do seu padrão. E não deu outra: outras mesas reclamavam da demora dos seus pratos e pedidos vinham errados. Ok! Estamos de férias, ninguém tem pressa...

Então chegaram os pratos. Olhei ao meu e eles estavam lá: os terríveis champignons. Esqueci que, em determinados lugares elas fazem parte do prato. Ok, isso não é motivo para alarde. Cuidadosamente, encontrei e separei cada um dos champignons. Camarão para um lado, champignons para o outro. Que susto!

No total, era 17 champignons grandes e 7 camarões pequenos! Não era um strogonoff de camarão com champignon, mas um strogonoff de champignon com camarão! Se nunca tivesse feito esta separação, não teria notado. Chamei o gerente, enquanto fotografava o prato para o blog (optei por não postar as fotos, por conter logo do restaurante – não é o intuito do blog).

Ao chegar, argumentou que o prato era assim mesmo, que nada poderia fazer. Completou que, pratos com camarões normalmente contam com pequenas porções deles. Então disse a ele que tudo bem, mas pedi espaço para fotografar o prato com maior luminosidade. Foi apenas isso para que um outro prato fosse levado à mesa (sem camarões).

Que loucura. O litoral de São Paulo vive em função do turismo, mas em muitos lugares ainda não se trata o turista da maneira que deveria. No meu caso, não vejo problema no prato, pois cada restaurante serve o que achar que deve, e o consumidor volta se quiser.

O problema é a resposta do gerente, e a sua falta de tato. Quando o chamei para apresentar o problema, estava, além de alertando algo que não concordo, dando a chance de melhorar o serviço e assim ganhar o cliente de volta. Perdeu um cliente, mas ganhou um post.

::: joao.riva@pensandoopdv.com.br

domingo, 10 de janeiro de 2010

As rosas não falam

Lembro que, quando pouco mais jovem, costumava comprar flores para namoradas. Certas vezes até recebi algumas. Normalmente rosas. De qualquer cor, mas rosas. Mais que uma lembrança, rosas têm um simbolismo que só elas. Não tenho certeza, mas se não me engano, meu pai recebeu rosas de amigos, certa vez, após uma cirurgia.

Mas ai o tempo foi passando, o mundo ficando mais moderno, e num sábado de sol de 2010, ao abastecer o carro, recebo uma rosa branca de um dos frentistas. “Melhor que vermelha”, pensei ao repassá-la à namorada, no banco do carona. Metros atrás um senhor fortinho (como diziam nossas avós) recebia também uma de um novo frentista. A cena era até mesmo (digamos) fofa. Para quem via de longe, ridícula, mas também fofa (o que também não é um grande elogio).

Perguntei ao frentista o motivo da rosa. Disse que era cortesia do posto. Perguntei novamente, tentando entender o por que de uma rosa e não outra coisa. Disse que não sabia, mas que as rosas estavam muito bonitas. Estavam, realmente. Mas achei esquisito. Com os olhos, procurei onde guardavam as rosas. Talvez num display, ou num grande vaso... Que nada. Estavam dentro de um grande balde azul, ao lado da bomba de gasolina aditivada.

Há pouco mais de um mês escrevi sobre postos de gasolina, lembram? Citei a promoção dos postos Alê, que tinham raspadinhas com prêmios como porta-CD, porta-óculos ou aparador de Sol. Todos eles com algo em comum: seu uso no itnerior do carro. Tinham um motivo para existir. As rosas, naquele contexto, nada me diziam. Se havia alguma razão, certamente nem o frentista nem eu a conhecíamos.

Sem dúvida as rosas em nada desagradaram a quem as recebeu, mas não entendi o motivo delas. Não faziam parte de contexto algum, e como agrado – ao meu ver, não gerava o resultado esperado. Pesquisas de meados de 2008 mostravam que motoristas possuem seus postos preferidos (confiança no combustível), e quando o trocavam era por preço. Uma compra altamente racional, que passa longe do romantismo e da sensibilidade daqueles nobres frentistas.

::: joao.riva@pensandoopdv.com.br

As rosas não falam

Lembro que, quando pouco mais jovem, costumava comprar flores para namoradas. Certas vezes até recebi algumas. Normalmente rosas. De qualquer cor, mas rosas. Mais que uma lembrança, rosas têm um simbolismo que só elas. Não tenho certeza, mas se não me engano, meu pai recebeu rosas de amigos, certa vez, após uma cirurgia.

Mas ai o tempo foi passando, o mundo ficando mais moderno, e num sábado de sol de 2010, ao abastecer o carro, recebo uma rosa branca de um dos frentistas. “Melhor que vermelha”, pensei ao repassá-la à namorada, no banco do carona. Metros atrás um senhor fortinho (como diziam nossas avós) recebia também uma de um novo frentista. A cena era até mesmo (digamos) fofa. Para quem via de longe, ridícula, mas também fofa (o que também não é um grande elogio).

Perguntei ao frentista o motivo da rosa. Disse que era cortesia do posto. Perguntei novamente, tentando entender o por que de uma rosa e não outra coisa. Disse que não sabia, mas que as rosas estavam muito bonitas. Estavam, realmente. Mas achei esquisito. Com os olhos, procurei onde guardavam as rosas. Talvez num display, ou num grande vaso... Que nada. Estavam dentro de um grande balde azul, ao lado da bomba de gasolina aditivada.

Há pouco mais de um mês escrevi sobre postos de gasolina, lembram? Citei a promoção dos postos Alê, que tinham raspadinhas com prêmios como porta-CD, porta-óculos ou aparador de Sol. Todos eles com algo em comum: seu uso no itnerior do carro. Tinham um motivo para existir. As rosas, naquele contexto, nada me diziam. Se havia alguma razão, certamente nem o frentista nem eu a conhecíamos.

Sem dúvida as rosas em nada desagradaram a quem as recebeu, mas não entendi o motivo delas. Não faziam parte de contexto algum, e como agrado – ao meu ver, não gerava o resultado esperado. Pesquisas de meados de 2008 mostravam que motoristas possuem seus postos preferidos (confiança no combustível), e quando o trocavam era por preço. Uma compra altamente racional, que passa longe do romantismo e da sensibilidade daqueles nobres frentistas.

::: joao.riva@pensandoopdv.com.br

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

AMPRO 2010

No final de 2009, Guilherme Prado assumiu a presidência AMPRO (Associação de Marketing Promocional). Mal sentou na sua poltrona e o procurei para saber que mudanças aconteceriam na AMPRO deste então.

Gentil, como de costume (o conheci em 2003, se não me engano), pediu um tempo para responder, pois acabava de assumir o novo desafio. Passaram alguns dias e, abrindo minha caixa postal, lá estava sua resposta. Na íntegra, segue o texto abaixo (em breve, mais novidades):

“
A previsão para os próximos anos é otimista. O mercado deve continuar a crescer, apesar das margens estarem cada vez mais estreitas.

Na nova gestão, além de dar continuidade aos inúmeros projetos em andamento, lançaremos uma série de novas iniciativas. Inauguraremos o registro de idéias online que será gratuito para o associado, iniciaremos projetos para auxiliar na gestão e profissionalização das agências, vamos iniciar palestras online gratuitas e exclusivas para associados. Também queremos desenvolver um estudo mais aprofundado do nosso mercado para saber em mais detalhes o tamanho de cada disciplina. Vamos lançar um manual de legislação promocional com as principais leis que as agências e os anunciantes precisam saber.

Também procuraremos ajudar as agências a se estruturarem para as inúmeras oportunidades que surgirão com a Copa do Mundo de 2014 no Brasil e as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro.

Um dos assuntos fundamentais é a questão da área de compras de marketing dos anunciantes. Nesse caso, teremos duas iniciativas. Uma junto aos compradores para ajudar a tornar os processos de concorrências mais justos e eficientes para ambas as partes. E outra junto às agências para ajudá-las em como lidar com esse novo cenário.

Guilherme de Almeida Prado
Presidente da Diretoria Executiva Nacional
AMPRO - Associação de Marketing Promocional
”

AMPRO 2010

No final de 2009, Guilherme Prado assumiu a presidência AMPRO (Associação de Marketing Promocional). Mal sentou na sua poltrona e o procurei para saber que mudanças aconteceriam na AMPRO deste então.

Gentil, como de costume (o conheci em 2003, se não me engano), pediu um tempo para responder, pois acabava de assumir o novo desafio. Passaram alguns dias e, abrindo minha caixa postal, lá estava sua resposta. Na íntegra, segue o texto abaixo (em breve, mais novidades):

“
A previsão para os próximos anos é otimista. O mercado deve continuar a crescer, apesar das margens estarem cada vez mais estreitas.

Na nova gestão, além de dar continuidade aos inúmeros projetos em andamento, lançaremos uma série de novas iniciativas. Inauguraremos o registro de idéias online que será gratuito para o associado, iniciaremos projetos para auxiliar na gestão e profissionalização das agências, vamos iniciar palestras online gratuitas e exclusivas para associados. Também queremos desenvolver um estudo mais aprofundado do nosso mercado para saber em mais detalhes o tamanho de cada disciplina. Vamos lançar um manual de legislação promocional com as principais leis que as agências e os anunciantes precisam saber.

Também procuraremos ajudar as agências a se estruturarem para as inúmeras oportunidades que surgirão com a Copa do Mundo de 2014 no Brasil e as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro.

Um dos assuntos fundamentais é a questão da área de compras de marketing dos anunciantes. Nesse caso, teremos duas iniciativas. Uma junto aos compradores para ajudar a tornar os processos de concorrências mais justos e eficientes para ambas as partes. E outra junto às agências para ajudá-las em como lidar com esse novo cenário.

Guilherme de Almeida Prado
Presidente da Diretoria Executiva Nacional
AMPRO - Associação de Marketing Promocional
”

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Novo ano, novos preços!

Mal começou o ano, e hoje cedo o Kassab (Prefeito de São Paulo) estava ao vivo na Band News FM para falar, entre outros, dos aumentos nas tarifas dos ônibus, IPTU de grande parte dos paulistanos, e o fim da restituição do valor pago pelos motoristas na Inspeção Veicular. Começo de ano é isso mesmo: aumento de custos!

Mais tarde, no barbeiro (primeiro corte do ano!), percebi que ele tinha ouvido a mesma entrevista naquela manhã. Acrescentou que as mensalidades das escolas dos filhos também estão mais altas, e que a terapeuta da esposa também fincou a faca entre os dentes e veio pra cima! Ou seja: tudo está mais caro, com exceção dos seus serviços.

É um dos barbeiros mais caros da região, sua agenda já esteve mais procurada, no entanto a idéia de aumentar o preço dos seus cortes continua. O aluguel da barbearia e salário dos funcionários – estes também, continuam os mesmos. No entanto, ao seu entender, seus clientes já estão acostumados com aumentos de preços nos demais serviços. Afinal: é começo de ano!

Lembro do curso de Marketing de Serviços do Prof. Marcelo Miyashita (bela dica), quando deu uma pincelada sobre o fator preço. Somado a isso, as páginas do Kotler e livros de economia que li durante a faculdade e cursos extras. Aumentar preço de serviços sem uma razão clara ou agenda cheia (no caso do barbeiro), é assumir risco.

Uma dica comum em diversos livros é trabalhar com pequenos testes. Ir aumentando o valor aos poucos, de modo que não assuste os seus clientes e dê tempo de sentir o que acontece. Na pior das hipóteses, tão discretamente quanto aumentou, abaixa-se os valores. Isso quando falamos de serviços, é claro.

Não é preciso ser um estudioso para entender que, sem um motivo claro ou agenda cheia de cliente, não é prudente aumentar seus preços por conveniência da data. Afinal, meu barbeiro precisa entender que, prefeito, temos apenas um.

::: para mais informações sobre o curso de Marketing de Serviços citado no post, acesse http://www.consultoriademarketing.com.br/