quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Viralizando na Web

Há alguns meses, batendo papo com um amigo, começamos a pensar sobre o que faz com que alguns vídeos (campanhas publicitárias ou não), tomem conta da internet e se espalhem rapidamente. Será a qualidade técnica, a idéia, a sua identificação com o público, a estratégia de divulgação...?

Por que vídeos como “sanduíche-iche-iche” ganham tanto destaque na rede, enquanto produções milionárias possuem tão pouco acesso? Talvez por não terem sido frutos de longos planejamentos, longos estudos e muita pesquisa? Será que justamente pelo fato de terem sido naturais? Será que a grande rede premia a falta de profissionalismo?

Em partes, realmente acredito que sim. Enxergar na tela uma realizada engraçada, ridícula, inteligente ou tocante é sempre bom. Porém, ela deve fazer parte do que lidamos no nosso cotidiano. É sempre mais interessante enviar aos amigos algo inusitado e despretensioso que vemos na rua, que uma arte desenvolvida justamente para que eu ajude a viralizar, a enviando a amigos.

Muitas vezes é bom esquecer a linda fotografia, a iluminação caprichada, as modelos que valem um saco de ouro e os produtores mais eficientes. Muitas vezes, o que vale é utilizar na web o que ela nos oferece de bom: a possibilidade de dar voz e vez aos outros. Vamos mais fundo?

A internet chegou para quebrar barreiras. Antigamente, boas bandas passavam anos correndo atrás de produtoras para mostrar seu trabalho. Hoje tem a liberdade de mostrar seu conteúdo na internet, sem barreiras. Escritores precisavam buscar editoras, hoje basta criar um blog. Pessoas precisavam se tornar sócias de clubes. Ou basta criar uma conta no Facebook.

Como exemplo de boa utilização da rede, cito a Skol. Suas promoções costumam premiar os melhores vídeos do público – sendo muitas vezes o próprio público quem dá o veredito dos melhores. Os temas das promoções são sempre simples: a roda de amiga mais redonda do planeta, ou os vídeos de sustos dados em amigos mais engraçados.

Ou seja: o público faz o seu conteúdo, e assim veste a camisa para viraliza-lo. Ao mesmo tempo, sem querer, viralizam a campanha. Simples, não é? Mas e quando a campanha é boa, mas seu resultado deixa a desejar. É sobre isso que falaremos amanhã. Ate lá!

:: joao.riva@tradeinteligente.com.br

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Regulamento na Web

Acredito que uma das grandes tendências do Marketing Promocional é estreitar cada dia mais as suas campanhas com o meio digital, seja internet ou smartphones. Elas continuarão tendo grande força no ponto de venda, que é de onde o setor se origina, mas estará sempre que possível com desdobramentos na web.

Algumas vezes, entretanto, estarão 100% focadas na internet. Porém, nem por isso deixarão de fazer parte do escopo do Marketing Promocional. O produto estará ali, firme e forte, sendo promocionado. Mas admito que com algumas diferenças, afinal, na grande maioria das vezes, com um objetivo de potencialização da imagem, e não das vendas imediatas.

Sendo assim, a internet é bastante válida. Atuar com redes sociais, então... Melhor ainda. Quando falo em atuar em redes sociais, cito estar ao lado de seus clientes, responder a eles e se mostrar presentes. Puxar assunto e gerar conteúdo também é bem vindo. Promoção então... Sensacional!

Porém (como sempre, existe um porém), devemos lembrar que nem todas as campanha que vemos em redes sociais tem a autorização da CEF (Caixa Econômica Federal) ou da SEAE (Secretaria do Acompanhamento Econômico). Sei que existem outras formas de atuar com sorteios, como por exemplo Títulos de Capitalização, mas vejo que nem eles são utilizados.

A verdade é que a internet ainda é a terra de ninguém. O que pode ser ruim por um lado, é maravilhoso por outro. Ela popularizou a forma de atuar promocionalmente. Todos podem desenvolver as suas promoções e em alguns segundos a viralizar. Para isso basta uma boa idéia, uma ótima estratégia de contato com o target correto, e atenção. Muita atenção.

Amanhã, algumas dicas do que viraliza pela rede. Até lá!

:: joao.riva@tradeinteligente.com.br

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Promo na Web

Não tem como voltar atrás. Não tem como dizer que atuar na internet não é importante. Não tem como optar por realizar uma ação jovem apenas no ponto de venda. Não tem como esquecer da força dos smartphones, das redes sociais e dos hiperconectados. Não tem... Não tem!

Os novos meios estão ai prontos, disponíveis e pedindo para ser usados. Atuar no Twitter, no Facebook, no Orkut, no MySpace, no 4Square ou no LinkdIn não é uma obrigação, é opção. Mas, como toda opção, deve ser tomada apenas quando se sabe o que fazer, e como fazer.

A verdade é que não existe mistério em como atuar em cada uma delas. Se alguém te disser que tem, desconfie. É alguém querendo vender o seu peixe. Atuar em redes sociais tem as mesmas dificuldades de atuar em outras mídias. Ou seja: pouca para quem conhece, muita para quem está apenas se aventurando.

O consumidor que está nas redes sociais é o mesmo que está na frente da televisão, lendo ou jornais ou escolhendo os produtos no ponto de venda. A única diferença é que ele está em outro momento, ligado em uma mídia nova e que pede novos comportamentos. Mais ou menos exposição, mais ou menos texto, mais ou menos tempo de atenção, mais ou menos espaço para propaganda.

Esta semana o Trade Inteligente vai falar sobre a atuação do Marketing Promocional na web. Formas de viralizar sua campanha, e sobre duas campanhas que tiveram grande força na internet, e que por algum motivo resultaram em ações e acontecimento que fugiram ao seu controle – situação comum no meio virtual. Porém, o que as trouxe ao blog não foram os acontecimentos, mas a resposta dada a cada um deles. Até lá!

:: joao.riva@tradeinteligente.com.br

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Os “Numerati” também estão atuando no mkt promo e trade

Imagine que tudo o que você estiver fazendo esteja sendo monitorado, registrado e avaliado. Seu comportamento na internet, em casa ou no trabalho, os sites que você acessa ou as mensagens que você transmite, o seu comportamento de compras em sites, lojas ou supermercados.

O que você compra, como compra, escolhe, o tipo de produtos, tamanhos, como olha as prateleiras de produtos, enfim, uma infinidade de informações sobre você que são transformadas em modelos e probabilidades matemáticas que podem ser usadas para manipular o seu comportamento. E o pior: podem ser usadas contra você. E o melhor: podem ser usadas para ajudar você.

Parece ficção, mas é realidade, conforme afirma Stephen Baker, autor de “Numerati”. Segundo Baker, Numerati são membros de uma elite da ciência da computação da matemática focados em analisar todos os nossos passos em busca de padrões de comportamento que possam prever o que queremos comprar, em quem vamos votar, por quem vamos nos apaixonar, quais doenças teremos, entre outras informações conforme os rastros que deixamos.

Com o uso de meios eletrônicos de pagamentos e comunicação, quase tudo sobre nós é registrado. Antes dos blogs, sites e redes sociais, muito escrevíamos ou falávamos sobre nós e sobre outros, mas eram palavras ao vento, ou registradas em cartas e diários ocultos.

Querendo ou não, agora estamos cada vez mais expostos. Para os Numerati, “É um campo novo e uma mina de outro potencial de dados comportamentais.” Nos escritórios, por exemplo, gerenciando nosso comportamento, analisando até as palavras que escrevemos por e-mail, cada toque no teclado, as empresas podem saber muito sobre nós, analisar nossa produtividade, e escolher os melhores profissionais para funções mais adequadas, promoções e até mesmo substituições, buscando sempre a melhoria da produtividade. Cada vez mais seremos otimizados.

Os Numerati, por intermédio de seus algoritmos matemáticos, sem que o consumidor possa perceber, podem torná-los como marionetes nos processos de compra, utilizando carrinhos inteligentes, com mensagens e ofertas conforme perfis já analisados, induzindo compras de produtos, muitas vezes não ideais para você, fazendo interconexões de compradores. Nas eleições não é diferente. Os Numeratis políticos modelam as pesquisas de eleitores, identificam perfis e auxiliam na aplicação das campanhas políticas de forma mais eficiente, atuando com cada grupo de potenciais eleitores como um mercado, otimizando as verbas publicitárias e seus resultados.

Informações sobre nosso DNA ou sobre possíveis ataques terroristas também podem ser modeladas pelos Numerati, auxiliando na melhoria de nossa saúde e na segurança do nosso País. Tudo isso parece fácil, mas os Numerati estão lidando com algo muito complexo: analisar dados sobre a vida e comportamento humano. É um mito acreditar que viveremos um grande Big Brother, pois os Numerati sabem que, como pessoas, também são modelados, e cabe a nós descobrir o quanto de nós mesmos vamos querer ocultar ou expor. É fato que a cada dia estamos sendo totalizados, buscando nos modelar para nos entender cada vez melhor.

Falar em Numerati soa um pouco frio, exato, invasivo. Parece que não estamos lidando como o lado humano da intimidade, da personalidade, que seremos etiquetados como animais, mas essa análise matemática do mundo e do comportamento humano é um caminho sem volta, expressando o Homem por meio de zeros e uns.

Os Numerati já conhecem você, e diferentemente de Alice no País das Maravilhas, eles sabem muito bem aonde querem chegar – modelar seu comportamento – e o caminho eles já escolheram – os seus rastros.

:: Francisco Machado cursou Direito pela ITE de Bauru/SP e graduou-se em Logística Empresarial pelo OPET de Curitiba/PR. Fundou a Post Courier em 2001 e trabalha desde 1998com serviços e projetos de suporte logístico de marketing e courier. Também dirige a Edittal.com, unidade de negócios de suporte em licitações da Post Courier.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

ExpoSystems fecha 8ª edição

Único evento na América Latina integralmente dedicado à indústria de feiras e eventos, o ExpoSystems é um importante agente facilitador na orientação de empresas e profissionais, além de um ambiente propício para a geração de negócios.

Foram nove conferências, entre palestras e mini cursos, com especialistas brasileiros e estrangeiros, e mais de 80 expositores com produtos e serviços para 17 áreas relacionadas ao setor de feiras de negócios e eventos corporativos - de montagem de estandes “verdes” a softwares de gerenciamento. Todas estas novidades estiveram expostas no ExpoSystems 2010 - 8º Congresso e Exposição Internacional de Soluções Integradas para Feiras e Eventos, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, encerrado na última sexta-feira (3), reunindo mais de três mil visitantes profissionais.

“O ExpoSystems atingiu a sua proposta em ser um evento híbrido neste ano, ou seja, atingimos tanto o público presencial como o público virtual, que foi a nossa proposta para esta edição. Tivemos uma ampla divulgação nas redes sociais e, dessa forma, também nos comunicamos com quem não pôde comparecer. Na área de exposição, notamos que os expositores estão mais preparados com as demandas contemporâneas e as novas formas de comunicação das marcas”, afirma Anselmo Carvalho, diretor do Grupo Feira & Cia, promotora do evento.

Em um ambiente que reuniu renomados experts da indústria de feiras e eventos, a conferência trouxe Jeremy Williams, CEO da Photosound, uma das maiores agências do mundo de comunicação de marca, que abriu a grade de conferências do ExpoSystems 2010 com a palestra “Eventos. Hoje. Amanhã. Evolução ou Revolução”. Em pauta, os panoramas passado, atual e futuro dos eventos corporativos. A questão da redução das viagens e de outros recursos, a preocupação ambiental e a tecnologia que customiza o marketing e aprofunda o perfil dos visitantes foram alguns dos temas levantados por Jeremy em sua palestra.

“Fui ao ExpoSystems pois estamos nos preparando para a CIAB 2011 e a minha busca foi de fornecedores para ter o melhor estande. O ExpoSystems é o principal ponto de encontro dos grandes fornecedores e experts em feiras, reunidos em um único evento”, explica Helaine Yumi Mihara, analista de planejamento de preços estratégicos da Fujitsu do Brasil.

E, enquanto de um lado eram debatidos os rumos e tendências do setor, de outro, o ExpoSystems se consolida ano a ano como um campo fértil para a concretização de negócios. A Reclicagem lançou equipamento que produz adubo a partir do processamento de lixo orgânico bruto. Com uma tecnologia inovadora, a máquina processa desde cinco quilos até meia tonelada de dejeto e ainda reduz a quantidade original do lixo em até 80%. O produto estará à disposição para vendas já a partir de janeiro de 2011.

“Recebemos diversos tipos de abordagens e conseguimos chamar a atenção tanto de visitantes como de promotores”, revela Cilmara Daher, diretora da Talberg Arquitetura, empresa especializada em design promocional que pela primeira vez participou de uma feira como expositora.
   
:: joao.riva@tradeinteligente.com.br

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Ninguém nasce vendedor!

Se tem algo que não concordo, é com aquele velho papo de “nasci vendedor”, que tanto escuto em palestras. Muitas vezes, estas colocações vem de ótimos vendedores - o que me deixa mais preocupado. É claro que existem pessoas que nascem com maior facilidade para o ramo, mas o sucesso nas vendas vem da habilidade, do treino, da experiência, mas principalmente das técnicas de vendas.

Assista o video!



:: joao.riva@tradeinteligente.com.br

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pós-Venda, por favor!

Como consultor de marketing e palestrante, viajo muito a trabalho pelo país. Hospedo-me em diversos hotéis, dos mais econômicos aos mais sofisticados, recebendo, no geral, um bom atendimento por onde passei. Claro, adequado a proposta de nível de serviços de cada local e ao seu posicionamento. Ocasionalmente, inconvenientes acontecem, mas nada que um problema pontual afete o meu apreço.

Pós-venda, feedback, questionário de atendimento. Só que eu tenho um hábito que, assumo, virou mania durante as minhas hospedagens: o de preencher os questionários de avaliação de qualidade de serviços. Sempre os preencho, não posso ver um pela frente que vou já marcando minhas impressões e, quando há um espaço disponível, dissertando minhas opiniões sobre o que achei dos serviços. Eu busco fazer a minha parte como cliente, fornecendo informações, parâmetros e referências à direção do hotel. E imagino que eu não deva ser o único. Acredito que muita gente, e, claro, não precisa ser especialista em marketing de serviços para isso, preenche os questionários que ficam disponíveis em diversos locais, principalmente dentro do guia de serviços presentes nas suítes.

Para as organizações hoteleiras, essas informações são valiosas para avaliarem suas operações de serviços. Pois, óbvio, são os hospedes que recebem os serviços, usam e verificam sua eficiência e prestatividade. Diferentemente da venda de um produto, que por ser físico, pode ser testado e avaliado dentro da fábrica pelas áreas de controle; na venda de serviços, que é um processo, é o cliente que cumpre essa função. Por mais que o atendimento e uma gerência próxima possa perceber variações de serviços dentro da qualidade proposta, é o cliente que usa, testa e, sim, avalia.

Só que sabemos, a maioria dos hospedes não tem essa mania. Mas tem opiniões. E amigos. E gostam de falar, bem ou mal. E assim vão construindo pelo boca-a-boca a reputação do estabelecimento, influenciando colegas e fixando uma imagem no mercado. Por essas duas razões, do controle de qualidade e da reputação, os questionários de avaliação não podem ser tratados como subserviços ou mera rotina administrativa.

E é essa a impressão que eu tenho como cliente, que ninguém gabaritado irá ler minhas respostas e quando ler será apenas para servir como fonte para a construção de planilhas e gráficos de desempenho que vão rechear uma apresentação em PowerPoint. Feedback para o cliente, que é bom, nada. Posso estar enganado, me baseio na minha experiência como cliente e nas opiniões de vários amigos e colegas que também compartilham a mesma impressão. De todas as vezes que eu preenchi questionários e sempre marcando (quando há a opção) que gostaria de receber uma resposta, dá para contar nos dedos de uma mão quando recebi uma ligação ou um simples e-mail. Parece que na hotelaria muito esforço é despendido para manter a operação rodando e pouco se trabalha no que chamamos de pós-venda.

O pós-venda em qualquer operação de serviços é fundamental. E é muito mais que tabular um questionário e até responder casos mais críticos. Pós-venda é a oportunidade para aprender com o cliente. E para aprender tem que conversar, fornecer feedback, abrir-se para o diálogo para aprofundar-se nas questões negativas e positivas. Afinal, uma coisa é entender que o atendimento da recepção levou nota 6 numa escala de 0 a 10. Outra coisa é entender o porquê. Quando se sabe o motivo, abre-se a possibilidade da reparação, do ajuste de um processo e da melhoria nos detalhes. Pois clientes enxergam e dão valor a detalhes que normalmente passam desapercebidos pela gestão.

Questionários de avaliação não podem ser um fim em si mesmo. E também não podem ser o único canal de atendimento a reclamações, dúvidas, sugestões e elogios. É preciso ter profissionais especializados cuidando dessa ponta do iceberg. Uma área de pós-venda para receber as opiniões dos clientes, entrar em contato com eles, ouvir, responder, explicar e agradecer. E aprender muito, funcionando como uma ouvidoria. Buscando soluções para os problemas levantados e fazendo circular as opiniões dos clientes dentro da organização para mobilizar e manter atentos todos os profissionais que atuam na linha de frente.

Uma organização para se tornar competitiva e inovadora precisa aprender com seus erros e acertos. Aperfeiçoando e aprimorando. E não há como fazer isso sem a ajuda de clientes que se dispõem a informar e explicar. Até porque, em tempos de Internet como mídia social, se a empresa não se dispor a ouvir, o cliente encontrará onde publicar sua visão, em fóruns, blogs, portais e comunidades. Aí já viu.

:: Marcelo Miyashita é Consultor líder da MIYASHITA CONSULTING. É professor de marketing em cursos de MBA e pós-graduação. Leciona na Cásper Líbero, FIA Fundação Instituto de Administração, FGV-EAESP GVpec, PUC-SP Cogeae e Madia Marketing School. É professor-autor de diversos cursos de extensão e colunista nos sites Administradores.com.br e Mundodomarketing. Foi também colaborador na rádio BandNews FM, pelo programa Comercial & Cia. É pós-graduado pela ESPM e publicitário pela Cásper Líbero. Em 2006 recebeu o Prêmio Marketing Best e em 2007, 2008 e 2009, o título de Marketing Expert - concedido pelas principais organizações que promovem o marketing no país: Editora Referência (Jornal Prop&Mkt), MadiaMundoMarketing e FGV-EAESP.